Como escolher o melhor alisante para o seu tipo de cabelo
A escolha do alisante ideal depende fundamentalmente da textura atual dos seus fios e do resultado que você espera alcançar. Se o seu objetivo é um liso absoluto e com brilho espelhado, produtos com tecnologias de realinhamento intensivo, como a Prohall Select One, são altamente recomendados. Para cabelos loiros ou com mechas, que tendem a amarelar ou desbotar durante o uso da chapinha em altas temperaturas, é essencial buscar fórmulas com pigmentos matizadores ou protetores de cor integrados, como a Borabella Não Chore Mais, que conta com o pigmento Dual Color.
Por outro lado, se você possui cabelos muito crespos ou afros e deseja apenas soltar os cachos ou reduzir o volume de forma mais tradicional, um creme relaxante à base de tioglicolato de amônia, como o Amend Gold Black, pode ser a melhor escolha. Já quem procura apenas uma redução de frizz, abaixar o volume ou fazer um “botox capilar” caseiro, encontra versatilidade em produtos mais suaves e multifuncionais, a exemplo do Lola Cosmetics Vintage Girls.
Em 2026, a indústria de cosméticos praticamente baniu o formol devido aos seus riscos à saúde, substituindo-o por bases muito mais seguras e tratativas. É importante entender as principais diferenças entre elas para saber como agirão nos seus fios:
- Base Ácida e Aminoácidos: Utilizam um blend de ácidos (lático, hialurônico, cisteamina) combinados com aminoácidos para alterar temporariamente as pontes capilares sob o calor da prancha. Produtos como a Adlux Progressiva Orgânica e a Truss High Liss operam dessa maneira, oferecendo hidratação profunda e reconstrução simultânea.
- Taninoplastia: Utiliza o tanino (um polifenol vegetal de origem amazônica) para reestruturar a fibra capilar de dentro para fora. O grande diferencial dessa tecnologia, encontrada na Salvatore Blue Gold, é que ela não impermeabiliza o fio nem o deixa com aspecto plastificado, garantindo um balanço natural.
- Química de Transformação: Bases como o tioglicolato de amônia rompem definitivamente as ligações de enxofre do cabelo, mudando sua estrutura. São muito eficazes para relaxamento, mas não promovem o “efeito liso com calor” das progressivas, focando mais na maleabilidade dos cachos.
Avaliando o custo-benefício e o rendimento
O valor final de um alisante vai muito além do preço na etiqueta; é preciso calcular o custo por aplicação. Frascos profissionais de 1 litro, como os da Prohall ou da Borabella, exigem um investimento inicial maior, mas chegam a render até 15 aplicações dependendo do comprimento do cabelo. Se você tem o costume de fazer o procedimento com frequência ou compartilha o produto com familiares, essas embalagens maiores são imbatíveis em economia a longo prazo.
Para quem deseja testar e realizar o procedimento pontualmente em casa, potes com alta gramatura e preço reduzido, como o Lola Vintage Girls (850 g), representam o melhor custo-benefício do mercado. Já produtos com tecnologias exclusivas e volumetria menor, como a Selagem Térmica High Liss da Truss (650 ml), focam na experiência premium e de alto desempenho, sendo um investimento voltado para quem prioriza a reparação máxima de danos e tratamentos de nível internacional.
Limitações e incompatibilidades químicas (Atenção ao teste de mecha)
Nenhum alisante é isento de cuidados prévios. A principal limitação ao escolher um produto químico é a incompatibilidade com procedimentos anteriores. O Creme Relaxante da Amend, por ser à base de tioglicolato de amônia, jamais pode ser aplicado em cabelos que tenham sido tratados anteriormente com hidróxido de sódio (soda), guanidina ou que tenham passado por descolorações extremas. A mistura dessas químicas causa corte químico imediato.
Mesmo as progressivas orgânicas e sem formol exigem atenção. Ácidos podem desbotar colorações se aplicados incorretamente ou se a temperatura da prancha for muito alta (cabelos descoloridos exigem chapinha a, no máximo, 180 °C). Por isso, o teste de mecha é um passo inegociável em todos os produtos da nossa lista. Ele define não apenas se o cabelo aguenta a química, mas também o tempo de pausa exato, que varia drasticamente de fios finos (15 minutos) a fios grossos e resistentes (até 90 minutos).
Cuidados e manutenção pós-alisamento
Para que o efeito do seu alisante dure os 3 a 6 meses prometidos pelos fabricantes, a manutenção em casa é vital. Evite shampoos antirresíduos ou de limpeza profunda, pois eles abrem as cutículas e retiram o selamento térmico mais rapidamente. Opte por linhas de cuidado com pH equilibrado e ricas em reposição lipídica e hídrica.
Como as progressivas modernas possuem memória termoativa, é recomendado o uso do secador (mesmo que apenas para bater um ar quente) após as lavagens para reativar o alinhamento dos fios. Além disso, não abra mão de um bom protetor térmico antes de fontes de calor e evite o contato frequente com água do mar e cloro de piscina, que aceleram a perda dos ativos depositados no córtex capilar.
Perguntas frequentes
Alisantes sem formol danificam o cabelo?
As progressivas modernas e sem formol são formuladas justamente para mitigar danos. Ao invés de criar uma capa rígida que quebra o fio com o tempo, a maioria traz ativos de tratamento acoplados — como o Lumini System na Prohall ou o colágeno e óleos nobres. Elas reestruturam a fibra enquanto alisam. Contudo, o excesso de calor da chapinha durante o processo pode causar ressecamento se não for bem administrado.
Posso aplicar progressiva profissional sozinha em casa?
Embora muitos produtos como o creme da Lola Cosmetics sejam de fácil manuseio, alisantes de uso estritamente profissional (como a Salvatore Blue Gold ou a Borabella) exigem técnicas específicas de secagem, enluvamento e, principalmente, de prancha capilar (passar em mechas finas até 20 vezes). Fazer o procedimento sozinha dificulta alcançar as partes traseiras do cabelo com a mesma pressão e tração de um cabeleireiro, o que pode resultar em um alisamento desigual.
Qual a diferença entre um relaxamento e uma escova progressiva?
O relaxamento (como o da Amend com tioglicolato) atua mudando a estrutura interna do cabelo permanentemente para soltar cachos e reduzir o volume, sendo retirado antes do uso de chapinhas, e exige uma emulsão neutralizante para parar a ação. A escova progressiva é um alinhamento ativado pelo calor (termoativado) que sela as cutículas temporariamente, criando um visual de liso escorrido que vai saindo gradativamente com as lavagens ao longo de meses.
Gestantes e lactantes podem usar alisantes sem formol ou orgânicos?
Apesar da ausência de formol e da baixa toxicidade apresentada por produtos como a Progressiva Orgânica da Adlux, qualquer procedimento químico em gestantes ou lactantes deve ser estritamente autorizado por um médico obstetra. Somente um profissional de saúde, de posse da composição do rótulo, pode liberar o uso seguro dos ácidos ou conservantes presentes nas fórmulas.