Entendendo as câmeras: Zoom Óptico, Digital e a Lente Macro
A maior diferença prática entre um celular focado em fotografia básica e um aparelho de ponta está na forma como eles aproximam as imagens. O zoom digital, presente em modelos como o Galaxy Z Flip7 e o Galaxy A56, funciona como um recorte: o software pega a imagem aberta e estica o centro, o que resulta em perda rápida de detalhes e texturas “lavadas” ao visualizar a foto em telas maiores.
Já o zoom óptico, encontrado na linha “S”, utiliza um conjunto real de lentes físicas para aproximar a cena sem perda de resolução. O Galaxy S25 FE se destaca imensamente no quesito custo-benefício por trazer uma telefoto óptica de 3x, ideal para retratos com desfoque natural. Subindo a escada, os modelos S25 Ultra e S26 Ultra adicionam lentes periscópicas de 5x, permitindo fotografar palcos em shows ou animais à distância com clareza cristalina. Vale notar também que intermediários como o A56 costumam trazer uma lente Macro dedicada para fotos muito próximas de pequenos objetos (como insetos ou moedas), mas, na prática diária de viagens e rotina urbana, uma boa lente telefoto acaba sendo muito mais versátil e útil do que a lente macro.
Fotografia noturna e Nightography: a importância da abertura e do processador
Tirar fotos no escuro já foi o maior pesadelo dos smartphones, pois exigia que o usuário ficasse vários segundos imóvel para a lente absorver alguma luz. O conceito de “Nightography” da Samsung atua exatamente aí, cruzando peças físicas com inteligência de software. Fisicamente, lentes com maior abertura focal deixam entrar mais luz em menos tempo. É o caso do Galaxy S26 Ultra, que em 2026 trouxe a incrível abertura f/1.4 na sua lente principal de 200 MP, garantindo capturas quase instantâneas que não borram sujeitos em movimento mesmo em ruas mal iluminadas.
Além da lente, o cérebro do aparelho faz a “limpeza” do ruído (aquela granulação feia no fundo escuro). Processadores avançados com fortes unidades neurais (NPU), como o Snapdragon 8 Elite Gen 5 (do S26 Ultra), o Snapdragon 8 Elite (do S25 Ultra) e o Exynos 2600 (do S26+), processam múltiplas exposições em milissegundos para entregar uma imagem clara. Aparelhos mais acessíveis, como o A56, também conseguem iluminar a cena noturna, mas exigem um pouco mais de firmeza nas mãos e podem estourar pontos de luz fortes, como os postes de rua.
A revolução dos dobráveis para criadores de conteúdo e vlogs
O formato clássico “em barra” domina o mercado, mas os dobráveis trazem ferramentas únicas para criadores de conteúdo para redes sociais. O Galaxy Z Flip7 é o melhor exemplo de como o design dita a utilidade. Graças à tela externa expansiva de 4,1 polegadas (FlexWindow), você não precisa mais se contentar com a câmera frontal (normalmente de menor resolução e com sensores menores) para gravar a si mesmo.
Ao dobrar o aparelho em 90 graus, ele serve como seu próprio tripé. O criador pode usar as lentes traseiras principais de 50 MP para gravar um vlog ou vídeo para o TikTok com qualidade máxima, conferindo o enquadramento perfeito pela tela de fora. Essa praticidade revolucionou a gravação “solo”. Contudo, é preciso ter em mente que o tamanho supercompacto exige sacrifícios internos: o Z Flip7 não possui lente telefoto dedicada para zoom óptico e sua bateria precisou ser dividida e dimensionada para caber em um corpo de espessura mínima de 6,5 mm, o que pode requerer uma carga extra se você for passar o dia gravando pesadamente.
Cuidados essenciais: armazenamento sem expansão e resistências
Para quem compra um celular por causa da câmera, o armazenamento interno se tornou o ponto mais crítico na hora da escolha. A gravação de vídeos em 4K a 60 fps (ou mesmo em 8K, disponível nos modelos topo de linha) e as fotos capturadas em 50 ou 200 MP ocupam dezenas de gigabytes em poucos meses. O detalhe fundamental em 2026 é que nenhum dos aparelhos listados possui mais entrada para cartão de memória (microSD) — nem mesmo o intermediário Galaxy A56, cuja linha encerrou de vez o suporte. Logo, é altamente recomendável optar por versões de pelo menos 256 GB ou assinar um serviço de nuvem desde o primeiro dia.
Em termos de durabilidade em cenários externos, as certificações variam. Modelos como o S25 FE, S26+ e a linha Ultra possuem a robusta proteção IP68, sobrevivendo sem problemas a mergulhos acidentais na piscina ou a uma tempestade de areia, com telas blindadas por Gorilla Glass Victus 3 ou Gorilla Armor 2. Já aparelhos dobráveis como o Z Flip7 possuem certificação IP48: eles aguentam água perfeitamente, mas o nível “4” protege apenas contra objetos maiores que 1 milímetro. Ou seja, grãos finos de areia e poeira são inimigos mortais das dobradiças, fazendo do dobrável uma péssima escolha para levar para a praia.
Custo-benefício: vale a pena pagar pelas linhas “Ultra”?
O fascínio pelos modelos Ultra da Samsung é justificado, pois eles são a vitrine tecnológica da marca. Contudo, justificar o pagamento de valores próximos ou superiores a oito mil reais depende estritamente do seu perfil. Se você é um fotógrafo amador sério, um criador de conteúdo que ganha dinheiro com a imagem, precisa extrair texturas em shows gravando do fundo da pista, ou lida com documentos sigilosos em público e se beneficiaria da tela Privacy Display do S26 Ultra, o investimento se paga.
Para a massiva maioria do público, abrir mão da linha Ultra é a atitude mais inteligente financeiramente. O Galaxy S26+ entrega a experiência premium e fluida de topo de linha para retratos e fotos gerais por uma fatia consideravelmente menor do preço. Por outro lado, para quem prioriza simplesmente tirar o aparelho do bolso e captar uma imagem incrível sem firulas, o Galaxy S25 FE democratiza o sensor topo de linha e o amado zoom óptico por valores muito acessíveis. Já se não se importa em não ter a versão “do ano”, o Galaxy S25 Ultra de 2026 oferece o pacote completo “Ultra” que foi desvalorizado naturalmente pelo mercado, sendo hoje uma compra altamente recomendada.
Perguntas frequentes
Ainda existe celular da Samsung com entrada para cartão de memória microSD?
Nas linhas principais com foco em qualidade de câmera (linhas S e dobráveis), o slot para cartão foi completamente aposentado. Até mesmo os intermediários premium, como o Galaxy A56 de 2026, já não contam com expansão via microSD. A recomendação em 2026 é adquirir aparelhos com espaço interno suficiente de fábrica (de preferência acima de 128 GB) e gerenciar arquivos de imagem em nuvens como Google Drive ou Microsoft OneDrive.
O que muda na tela antirreflexiva e no “Privacy Display” das linhas Ultra?
A tela Gorilla Armor 2 (do S25 Ultra) e do S26 Ultra possui um tratamento químico que absorve a luz e reduz quase a zero os incômodos reflexos que atrapalham ver as fotos debaixo do sol forte. A novidade do S26 Ultra é a integração do Privacy Display à tecnologia, que além de manter o antirreflexo, “escurece” ou inviabiliza a leitura da tela de quem está sentado ao seu lado, protegendo dados bancários e edições de mídias privadas de olhares curiosos.
Para ter os recursos de inteligência artificial na edição de fotos, preciso do modelo Ultra?
Não. Ferramentas do Galaxy AI, como a remoção mágica de pessoas indesejadas do fundo, autoajuste de horizontes tortos e melhorias na iluminação, também estão plenamente presentes e funcionais no Galaxy S25 FE e no Galaxy S26+. O Galaxy A56 possui os recursos em uma versão um pouco mais enxuta chamada Awesome Intelligence, que ainda dá conta das edições mais essenciais, como o Apagador de Objetos.
Como o recurso “RAM Plus” interfere na hora de processar fotos e vídeos pesados?
O “RAM Plus” é uma função de software presente desde os intermediários (como o A56) até os topos de linha. Ele usa uma pequena porção do armazenamento interno livre do seu celular e a transforma em “memória virtual” provisória. Apesar de ajudar a manter aplicativos menores abertos em segundo plano, ela é significativamente mais lenta que a memória RAM física real e não vai acelerar o tempo de salvamento ou edição de um vídeo pesado em 4K. Portanto, um celular com 12 GB de RAM física (como o S26+) sempre será mais ágil que um de 8 GB usando “RAM Plus”.