Entendendo a importância do HDMI 2.1 e do VRR no PS5
Para extrair tudo o que o PlayStation 5 tem a oferecer, as conexões da sua televisão importam tanto quanto a qualidade da imagem em si. O padrão HDMI 2.1 é responsável por transmitir o altíssimo volume de dados necessário para rodar jogos em resolução 4K a até 120 quadros por segundo (fps). Sem ele, você fica limitado à casa dos 60 fps ou precisará sacrificar a resolução gráfica.
Além da taxa de atualização elevada, essas conexões ativam recursos de sincronização essenciais, como o VRR (Taxa de Atualização Variável) e o ALLM (Modo Automático de Baixa Latência). O VRR ajusta a frequência da tela em tempo real para acompanhar as quedas de desempenho do console, evitando aquele indesejado “rasgo” na imagem (screen tearing).
Ao escolher sua TV, avalie a quantidade dessas portas. Modelos como a LG OLED55C5 e a Samsung S90F oferecem quatro portas HDMI 2.1 completas, permitindo que você conecte o PS5, um Xbox Series X e um PC sem precisar desplugar nada. Por outro lado, modelos que trazem apenas duas dessas conexões (como a TCL 65C7K, em que uma delas ainda é dividida com o retorno de áudio eARC) podem exigir switches externos caso o seu setup gamer seja robusto.
OLED vs Mini LED: qual é a melhor tecnologia de tela para você?
A eterna disputa do mercado televisivo premium se divide entre os painéis autoiluminados (OLED) e os painéis LCD iluminados por zonas de LEDs minúsculos (Mini LED). A escolha entre eles não se resume apenas à qualidade bruta, mas a como cada tecnologia se comporta com o tipo de jogo e o ambiente que você tem.
As telas OLED (como a LG G5, LG C5 e Samsung S90F) possuem pixels que se apagam de forma independente, resultando em um nível de preto imbatível. Isso cria um contraste infinito, ideal para jogos de terror, ficção científica espacial ou cenários noturnos, já que não há vazamento de luz. Além disso, o tempo de resposta dessas telas (inferior a 0,1 ms) garante uma clareza de movimento perfeita para quem joga competitivamente.
Em contrapartida, as TVs Mini LED (como a TCL 65C7K e a Samsung QN90F) utilizam um backlight extremamente forte, entregando um brilho geral que as OLEDs tradicionais têm dificuldade em alcançar com segurança. Apesar de essas TVs apresentarem um sutil “halo” luminoso ao redor de objetos muito brilhantes em fundos escuros (blooming), o pico de brilho as torna espetaculares para exibir os efeitos de claridade intensa no HDR de jogos ao ar livre.
Reflexos e iluminação da sala: o impacto na sua jogatina
Jogar em uma sala muito ensolarada durante a tarde traz um desafio real: os reflexos nas partes escuras da imagem. A forma como a tela lida com a luz ambiente altera diretamente o seu conforto.
Existem diferentes estratégias adotadas pelos fabricantes. A Samsung QN90F de 50 polegadas, por exemplo, aposta em uma tela de acabamento Matte (fosco). Esse filtro físico absorve e dispersa a luminosidade das lâmpadas e janelas, praticamente “apagando” o espelhamento indesejado, permitindo enxergar os jogos escuros de dia com muito conforto.
Outra tática é a força bruta do brilho, caminho escolhido pela TCL 65C7K, que usa seus impressionantes 2600 nits para “atropelar” a iluminação solar, fazendo com que as cores da tela se destaquem independentemente da luz da janela. Já as TVs OLED mais sofisticadas de 2026, como a LG OLED65G5, unem painéis antirreflexo eficientes com o aumento mecânico de brilho através de lentes microscópicas (Tandem OLED e MLA), garantindo imagens que brilham contra o sol enquanto mantêm uma excelente angulação visual lateral para quando se joga com amigos na sala.
Custo-benefício: vale a pena investir no topo de linha?
Olhando para a vitrine das melhores TVs para PS5, é inevitável notar a disparidade de preços. Ao comparar a LG OLED55C5 (na faixa dos R$ 7.100) com o modelo mais luxuoso, a LG OLED65G5 (que chega a cruzar a barreira dos R$ 15.000), surge a dúvida sobre a necessidade de tamanha inversão financeira.
O pagamento de valores astronômicos normalmente se justifica por três fatores: saltos na engenharia do painel, design físico e dimensão da tela. A LG G5 entrega a engenharia inovadora Tandem (duas camadas de OLED) que resulta em brilho ofuscante inédito para a tecnologia, além de um design focado para não deixar espaços na parede (One Wall Design). Para jogadores hiper-exigentes e entusiastas de home cinema que buscam o melhor aparelho possível do ano, o prêmio se faz valer.
Entretanto, do ponto de vista do custo-benefício prático para extrair os exatos mesmos recursos do PlayStation 5 (como os 4K a 120Hz, tempo de resposta baixo e imagem espetacular com pretos perfeitos), modelos “intermediários-premium” como a C5 e a Samsung S90F entregam um desempenho de altíssimo calibre e sobram para 95% do público, permitindo direcionar a diferença de orçamento para a compra de jogos ou até sistemas de áudio externos.
Cuidados de manutenção e atualizações do sistema
Diferente de televisores básicos que se tornam rapidamente obsoletos em usabilidade, os modelos focados no universo gamer de nova geração representam um investimento para durar muitos anos. Isso demanda a compreensão de alguns cuidados vitais.
Para as TVs OLED, muito temidas pela mística da retenção permanente de imagem (“burn-in”), os próprios sistemas hoje realizam manutenções de forma invisível. Eles deslocam pequenos pixels de posição ou realizam ciclos rápidos de varredura assim que a TV é colocada em modo de espera no controle remoto, restaurando os componentes elétricos da tela. O maior cuidado real do usuário é simplesmente não desligar a TV da tomada diariamente.
No aspecto do software, o cenário das Smart TVs melhorou expressivamente. Em modelos como a linha da LG, há a presença do programa Re:New no sistema webOS, que compromete a fabricante a entregar 5 anos de atualizações contínuas de interface e segurança. Isso assegura que o televisor se mantenha ágil, compatível com os mais recentes aplicativos de streaming da próxima meia década e livre de vulnerabilidades virtuais.
Perguntas frequentes
O PS5 alcança taxas de 144Hz ou 165Hz suportadas pelas TVs novas?
Não nativamente. O limite do hardware do PlayStation 5 para a saída de vídeo em grande parte dos jogos é de 120Hz (120 fps) na resolução 4K. Quando TVs como a Samsung QN90F ou LG G5 informam suporte a 144Hz ou 165Hz, essa folga extra de quadros se destina prioritariamente aos usuários que desejam plugar um PC Gamer de altíssimo desempenho. Ainda assim, essas TVs oferecem uma performance exímia no teto de 120Hz do PS5.
Qual a relevância do Dolby Vision para quem joga no videogame?
O Dolby Vision é um formato avançado de HDR (metadados dinâmicos) que ajusta cor e luminosidade cena a cena, garantindo maior fidelidade ao planejado pelos estúdios. O PS5, nativamente em seus jogos, se apoia mais intensamente no HDR padrão, embora TVs que possuam o recurso (como as opções da LG e TCL) gerem melhor experiência no consumo de filmes em streaming que os aplicativos do console executam. Modelos da Samsung suportam o HDR10+, o que para a jogatina diária no console rende praticamente o mesmo impacto visual.
Por que a visão lateral em TVs como a QN90F de 50 polegadas desbota?
O modelo de 50 polegadas da QN90F utiliza um tipo de painel chamado VA, focado em trazer o maior nível de contraste nativo para visualização direta. A física natural desse tipo de componente causa a degradação da saturação das cores e da luminosidade quando a tela é vista por ângulos oblíquos laterais. Se o seu sofá é em “U” e você joga rotineiramente com amigos dispersos pelas pontas da sala, modelos com painéis IPS, OLEDs ou QD-OLEDs, que mantêm a integridade da imagem em ângulos amplos, são recomendações mais acertadas.
Como a falta de áudio DTS em certas marcas prejudica o setup?
Muitas marcas importantes (como a LG e Samsung) removeram o suporte nativo (decodificação) ao formato de áudio DTS em grande parte de seus aparelhos modernos. Se você usa o seu PlayStation 5 como um leitor de discos Blu-ray físicos que trazem mixagens originais em áudio DTS, a TV não conseguirá processar esse som diretamente por seus alto-falantes de forma pura, necessitando repassar (passthrough) ou converter o formato. Para os jogos digitais e a mídia de streaming que usualmente operam em Dolby, essa ausência não terá nenhum impacto adverso na sua rotina.